Tudo em excesso faz mal! Praticar exercícios demais pode ser prejudicial à saúde do corpo e da mente (Foto: shutterstock)

Praticar atividades físicas é importante e atua no combate a diversos malefícios que o sedentarismo pode causar, porém, quando não existe um limite para realizar os exercícios – fenômeno conhecido como overtraining, elas se tornam prejudiciais à saúde.

Overtraining é prejudicial à saúde. Conheça os riscos de fazer exercícios demais

O overtraining consiste em excesso de treino, ou seja, a prática exagerada de atividades físicas. Para esclarecer os riscos dessa síndrome, o Delas conversou com Igor Cabrera, educador físico da Fórmula Academia Brooklin, e Weber Gomes Ferreira, coordenador do curso de Educação Física da Faculdade Pitágoras de Guarapari.

Ferreira explica que o excesso de treino “é a confirmação de que o corpo não está tendo o tempo necessário para recuperar-se de uma sessão de treinamento ou que excede-se a carga que o corpo suporta”.

Riscos do overtraining

Para os especialistas, praticar exercícios demais pode ocasionar inúmeros riscos à saúde por diminuir a efetividade do sistema imunológico e proporcionar mais vulnerabilidade às lesões.

“Tendinites e inflamações crônicas são as mais comuns, muito devido a excesso de movimentos repetitivos e sobrecarga. Os músculos do ombro (manguito e deltoide) são os mais prejudicados e, em membros inferiores, a síndrome do trato iliotibial é a mais comum”, diz Igor Cabrera.

O profissional de educação física pontua que, além desses malefícios, o coração pode ser comprometido. O sangue fica mais viscoso e gera mais dificuldade ao órgão em bombear sangue para o corpo. O overtraining também colabora com o “enrijecimento” do coração e, dessa forma, favorece uma arritmia cardíaca.

Além disso, a saúde mental está suscetível a sofrer danos. “Geralmente as pessoas não têm muita motivação ou ânimo, seja para treinar ou para relações, podendo se isolar, em alguns casos”, destaca Cabrera.

Excesso de treino freia os resultados

Quando uma pessoa pratica atividade física de forma exagerada, os resultados que ela espera alcançar ficam comprometidos por não ter “recuperação após o estímulo” e o “respeito à sobrecarga”. Para Weber Gomes Ferreira, é comum que a busca por atingir os objetivos faça alguém exceder os limites da capacidade física e psicológica.

A frequência dos exercícios durante a semana, de acordo com Igor Cabrera, depende dos objetivos de cada um, entretanto, Ferreira destaca as orientações do American College of Sports Medicine, associação de ciência do exercício e medicina do esporte.

“Adultos realizam 30 minutos ou mais de atividade física com intensidade moderada pelo menos cinco dias por semana, ou 20 minutos de atividade física de intensidade vigorosa pelo menos três dias por semana, além das atividades da vida diária”, afirma ele.

Como identificar o overtraining?

Alguns dos sintomas de overtraining são a falta de prazer em praticar exercícios, dores musculares, edemas e ansiedade. Além desses, Cabrera destaca: “Dificuldade em progredir cargas e, devido ao alto dano muscular, e o inchaço aparece e permanece por um período maior do que o recomendável”.

Como tratar a síndrome

Os especialistas alertam que o primeiro passo para dar adeus ao excesso de treinamento é trabalhar a mente. É preciso entender os motivos que levaram a pessoa até essa situação e se conscientizar.

“Nem sempre mais exercícios significa maior ganho de hipertrofia ou emagrecimento. Tudo pode variar para diferentes indivíduos, por isso a prescrição de treinos deve ocorrer com profissionais capacitados”, conta Igor Cabrera.

“Caso alguém esteja passando por uma síndrome do overtraining ou tenha alguns dos sintomas descritos acima, procure um médico, pois, como já visto, algumas consequências podem ser severas”, finaliza ele.

Fonte: Delas – iG 

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