As três grandes ondas da transformação digital

Estima-se que em 2019 mais de 200 bilhões de transações sejam realizadas por meio de dispositivos móveis. Isso significa que o contexto no qual as empresas fazem negócios mudou

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Rodrigo Cunha

Não basta apenas pensar no produto ou serviço que está sendo oferecido. Todas as interações digitais fazem parte da experiência do cliente. Nesse cenário, a transformação digital ganha uma importância ainda maior.

Para se ter uma ideia, US$ 3,7 trilhões já são gastos todos os dias em compras pela Internet. É por isso que qualquer mudança deve considerar a tecnologia como parte integrante do modelo de negócio e não apenas uma ferramenta para dar suporte ao modelo atual. É um processo, porém, que não ocorre de um dia para o outro. Trata-se de um ciclo que passa por etapas distintas e a geração de resultados vai de caso a caso.

De modo geral, a maioria das empresas está na fase mais básica e ainda precisa ser despertada do potencial da transformação digital, que exige mudança cultural, além da adoção de recursos e ferramentas, capazes de adaptar ou transformar os modelos de negócio diante das novas tecnologias.

Mas não se trata somente de instalar algumas ferramentas tecnológicas. O movimento é muito mais profundo, pois, muitas vezes, envolve abrir mão da maneira atual de fazer negócios, o que vai resultar na transformação da maneira pela qual as empresas geram valor para acionistas, clientes e parceiros.

Hoje, fala-se muito sobre os estágios da transformação digital. Entretanto, poucas corporações estão realmente preparadas para passar por essa jornada de mudanças profundas, alterando estruturas organizacionais e mexendo no jeito de conduzir as operações, um processo que envolve três grandes ondas.

#Primeira onda: digitalização da operação

Muitas empresas que buscam adotar a Inteligência Artificial para a análise de seus dados, por exemplo, ainda não têm sistemas digitalizados ou transformados digitalmente. Por isso, o primeiro passo e talvez o mais importante é a digitalização da operação, que significa sair do mundo analógico, do offline para o online. Aqui quando falamos para ir para o mundo online falamos de levar a mesma experiência do consumidor no mundo offline para o mundo digital

Sair do analógico para o digital requer um armazenamento apropriado dos dados para que se possa, no futuro, usar a Inteligência Artificial de forma adequada e aprimorar a experiência do cliente em todo seu ciclo de relacionamento com a empresa.

#Segunda onda: Business Inteligence

Consiste em, a partir dos dados armazenados, contar com um analista que proverá os primeiros relatórios gerenciais a partir do cruzamento das informações. Isso pode até ser feito manualmente com o objetivo de encontrar padrões. Se começa a amadurecer a operação a partir do momento em que se faz esse cruzamento de variáveis e informações

#Terceira onda: entrada da Inteligência Artificial

É a fase marcada por uma grande quantidade de variáveis a serem analisadas, em que a Inteligência Artificial faz toda diferença. A máquina trabalha em cima dos dados e gera insights para o ser humano. Há uma série de técnicas de IA aplicadas para que, a partir desse cruzamento de infinitas possibilidades, voltem insights para os seres humanos. Com essa aplicação, o gestor vai descobrir que a combinação de inúmeras variáveis pode ampliar suas vendas em três vezes mais. Assim, a ordem inverte e se otimiza os insights.

Desta forma, é possível simplificar, otimizar e flexibilizar processos em todas as áreas de uma organização.

*Rodrigo Cunha é diretor da Neurotech        

Compliance Comunicação

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