Usar o celular pode causar melasma (Imagem: Shutterstock)

Melasma é pesadelo feminino e reclamação recorrente no consultório dermatológico. O que acontece: a luz visível (toda a luz que enxergamos a olho nu) do sol, das lâmpadas artificiais dentro de casa, dos smartphones, ipads, computadores pode desencadear ou piorar doenças de pele como melasma e o surgimento de manchas escuras, principalmente no rosto.

Isso acontece porque ela estimula a pigmentação. A luz visível, ao interagir com a melanina, pigmento que dá cor à pele, piora o melasma e outros tipos de manchas.

 “Proveniente dos smartphones, tablets e computadores, a luz azul do celular é a porção mais energética da luz visível e está relacionada a diversas patologias como melasma, envelhecimento e câncer de pele”, afirma a dermatologista Dra. Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

O que é melasma

O melasma é uma doença crônica que não há cura. “Ele foi tema do último Congresso Internacional de Dermatologia, onde foram apontados avanços nas opções terapêuticas tópica, sistêmica e laser”, conta a dermatologista Denise Steiner, de São Paulo.

 Um dos pontos abordados foi o papel da luz visível na piora da doença. “Um estudo divulgado no Journal of Investigative Dermatology mostrou que a luz azul, ativa a melanogênese, induzindo a hiperpigmentação a longo prazo em indivíduos do fototipo 3 e acima”, continua Denise. Ou seja: se você tem a pele morena, corre ainda mais risco.

Tratamento de melasma no inverno

A melhor época do ano para se tratar problemas de pele como o melasma é durante o inverno, pois nessa época os raios solares estão menos incidentes.

A mancha geralmente aparece no rosto em áreas como testa, bochechas, buço e queixo. Ela acontece porque o melanócito (célula produtora da melanina) é sensível e reage a muitos estímulos como: sol, calor, stress, queimaduras, irritações, alterações hormonais.

O que fazer

Largar o celular, a gente não vai, certo? Dra. Claudia alerta que, considerando a quantidade de tempo que passamos na frente de nossos dispositivos, todas deveríamos proteger a pele contra eles.

Use FPS alto diariamente, com antioxidante de preferência. E o próximo passo é adicionar proteção contra luz azul ao seu repertório para evitar rugas, pigmentação e perda de colágeno. “Produtos que formem uma verdadeira proteção 360º contra a poluição ambiental digital são necessários!

Sim, para escapar do melasma, então, o jeito é acrescentar cremes antioxidantes à sua rotina skincare. Para quem sofre com melasma, o acompanhamento dermatológico é fundamental.

 “No caso do melasma, existem tratamentos com bons resultados com o microagulhamento com a radiofrequência muito baixa e peeling de crystal. Mas como o melasma tem uma característica hereditária não adianta achar que vai controlar para sempre esse processo”, fala Claudia Marçal.

É necessário fazer uso de medicação tópica e de medicação via oral. “A eficácia dos filtros com proteção UV + luz visível (contendo óxido de ferro) em relação aos filtros UV sem óxido de ferro também foi demonstrada”, acrescenta Denise.

O ácido tranexâmico também age sobre o componente vascular do melasma. “Ele inibe a síntese de melanina”, continua a dermato.

Dicas extras para o tratamento do melasma

É melhor que o filtro solar seja físico (aquele que reflete a luz) com fator de proteção alto, com cor e alta cobertura. Usar 4 vezes ao dia.

  Há tratamentos em comprimidos que ajudam a tratar esse tipo de hiperpigmentação (Ácido tranexâmico; glutadiona; polypodium; leucotomos). O seu médico dermatologista é que precisa indicar esses medicamentos.

  O laser de tratamento tem que ser específico, com energia baixa e pulso muito curto para evitar que o calor liberado seja excessivo.

  Há combinações especiais de tratamento como microinfusão de medicamento e radiofrequência com ultrassom contra o melasma.

Fonte: iG – Por Karina Hollo

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