Lava Jato agoniza enquanto averdade de Lula fica cada vez mais forte

Por Gustavo Conde, para o Jornalistas Pela Democracia – B 247 - JAV

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(Charge)

Deltan vai saindo de cena escorraçado, verme pútrido que é. Lentamente, o castigo vai se debruçando a todos agentes corruptos do Ministério Público, essa instituição-vergonha que ainda não emitiu uma nota de desculpas ao povo brasileiro.

O Brasil conseguiu a proeza de produzir o caso mais escandaloso de combate à corrupção. Tentou extirpar a corrupção com … Corrupção. Óbvio que não iria dar certo (e a besta parida foi Bolsonaro, só o pior ser humano que a história teve a ânsia de vômito de produzir).

Convenhamos: o discurso de ‘combate à corrupção’ é um dos discursos mais corruptos no campo da linguagem humana. É o mecanismo preventivo de defesa que a falta extrema de caráter produz nos homens: finge-se combater a sua própria existência para imobilizar o seu adversário que joga nas regras do jogo. Em outras palavras: o sistema protege a si mesmo fingindo que combate o mal que lhe é estrutural e, com isso, apropria-se da exclusividade de polícia.

Uma engrenagem que devasta qualquer sociedade e a impregna de ódio, insanidade e descrédito absoluto em si mesma.

Uma bomba de fragmentação que fragmenta os sentidos e afugenta a esperança ou a possibilidade de futuro, um mergulho no passado opressor, um devaneio grotesco de maus perdedores e péssimos – e fraudulentos – vencedores.

Nem tudo, no entanto, é horror. A necessidade de tal estratégia criminosa – a Lava Jato – apenas confirma a força da verdade e da civilização que pressupõe as demandas reais da linguagem e da sociedade. Não é à toa que eles sabem do retorno da civilização – e o temem e o querem retardar a todo custo.

A linguagem possibilita o logro e a mentira, mas ela é essencialmente uma estrutura de sentidos sem acionistas ou proprietários legalmente constituídos – ainda que se tente enquadrá-la nesses termos à fórceps (e a Lava Jato é a maior expressão dessa tentativa, pois a operação quis se apropriar de todos os sentidos compartilhados na sociedade brasileira, totalitária e antidemocrática que é).

As contradições, malfeitos, induções, prevaricações promovidas por essa playboyzada infame do direito concurseiro estão sendo expostas às vísceras não apenas pela reportagem do The Intercept, mas pelo que a linguagem humana possibilita na sua pletora de sentidos e possibilidades.

Não há como domesticar uma língua, por mais que se tente. Dessas constatações é que surge a felicidade e o gozo em se entender e se acreditar um linguista – e enxergar a poesia e a verdade existente no ofício de amar a linguagem e respeitá-la.

É na língua e nas suas possibilidades que está o nosso retorno à civilização. A língua é a nossa maior tecnologia, um infinito à frente das plataformas digitais ou das técnicas de comunicação de guerra.

A língua é dor e delícia, mas para quem a vê como delícia, não há como escapar da sua esperança onipresente, insuportável para quem a nega e para quem a estigmatiza.

Quando saírmos desse pesadelo, que tenhamos a delicadeza e a humildade de a agradecer à maior instituição de todas – a língua -, aquela que levou um imenso susto ao se ver corrompida por sujeitos interrompidos, cozidos nas próprias frustrações existenciais e cognitivas, humilhados pelo esplendor de inteligência e humanidade concentrados em um único metalúrgico que viveu uma vida inteira para nos ensinar a todos o que é democracia – e que vai viver outra para reforçar a lição.

O ódio a Lula é o ódio à linguagem e à humanidade. É por isso também que o antipetismo é sinônimo de fascismo – o que já está dado e reiterado pela história e pelos fatos do dia, todos os tristes dias recentes.

Nesse sentido, Lula é linguagem e linguagem é Lula. Eu disse, tempos atrás, que a história é ‘aliada’ de Lula, porque Lula sabe interpretá-la e travar diálogos com ela de igual para igual.

Lula tem o tempo histórico em sua mente e em seu coração. Mas ele tem mais do que isso – para terror de seus inimigos, tão rasos quanto sujos: Lula tem a linguagem do seu lado. É por isso que ele sempre teve a absoluta certeza de que a conspiração em torno de sua imagem cairia por terra cedo ou tarde. É por isso que ele insistiu em intitular o livro que versa sobre sua força política de “A Verdade Vencerá”, indo na contramão de todos que ali editaram o volume, amedrontados com o preconceito elitista à palavra “verdade”.

Lula é isso. Ele não apenas restituiu, com sua paciência e sua teimosia, o valor de verdade às narrativas forçadas que vinham sendo costuradas por gente que não merece ser chamada de gente, como também estabeleceu a força de uma palavra e de um conceito: a palavra ‘verdade’ volta a ter um sentido poderoso por ação de um sujeito, um sujeito que dedica a sua vida à produção de uma realidade mais generosa para todos os seus iguais e até para os ‘diferentes’ – pois este sujeito governou para todos quando pôde governar.

A língua retorna ainda lentamente em parceria com a história para, juntas, celebrarem a vida de um de seus maiores rebentos: a criança retirante que se recobriu de generosidade para mergulhar em uma odisseia de amor por seu povo e ainda aceitou uma prisão política tardia, arquitetada sob o signo da vingança, para justamente recobrar os sentidos de seu legado e da história e servir de exemplo mais uma vez a todos que acompanham e admiram uma vida dedicada ao outro, à felicidade, à solidariedade e à paz.

A Lava Jato e seus próceres do terror político vão agonizando em praça pública enquanto Lula e sua verdade histórica renascem mais forte que o próprio legado de amor e democracia deixado por eles, Lula e verdade, a verdade da língua e dos sentidos, irrefreável, inquebrantável.

A verdade vencerá e o amor vencerá. Abaixo os céticos e os confusos! Viva Lula, viva a democracia, viva o amor! Que não se tenha medo de se dizer o que está entalado em nossas gargantas.

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