Pré-eclâmpsia afeta até 7% das grávidas brasileiras  

A doença pode levar à morte da mãe e do bebê

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Pré-eclâmpsia é uma complicação potencialmente letal da gravidez (Foto: Arquivo / Secom)

Quase 76 mil mães e 500 mil bebês no mundo perdem suas vidas por causa da pré-eclâmpsia e distúrbios hipertensivos na gestação todos os anos. É a causa de 25% das mortes maternas na América Latina e aparece entre 5 e 7% das grávidas brasileiras.

A pré-eclâmpsia ocorre quando a grávida tem pressão arterial elevada (acima de 140/90 mmHg) a qualquer momento, após a 20ª semana de gravidez, com desaparecimento até 12 semanas no pós-parto. Além da pressão arterial elevada, outras complicações como excesso de proteína na urina e edema devem acontecer para se ter o diagnóstico de pré-eclâmpsia.

Além do mês de maio ser marcado pela Mobilização Internacional de Conscientização da Hipertensão, há dois anos foi definido o dia 22 de maio, última quarta-feira, como o Dia Mundial da Pré-eclâmpsia (World Preeclampsia Day). O objetivo é aumentar a conscientização sobre a doença, principalmente como uma complicação potencialmente letal da gravidez.

Importância do pré-natal

A maioria das pacientes nunca ouviu falar a respeito da pré-eclâmpsia, uma doença responsável por grande número de óbitos maternos e perinatal, de acordo com o chefe do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Regional de São José, o médico Rodrigo Dias Nunes.

O exame pré-natal é essencial para a detecção e o acompanhamento dos casos. “O primeiro rastreamento da pré-eclâmpsia ocorre por volta da 11ª a 13ª semana de gestação, porém muitas gestantes iniciam o pré-natal após esse período. Esse rastreamento precoce é o ponto crucial na prevenção de suas complicações. Uma vez feita a identificação das pacientes com probabilidade aumentada de desenvolver a doença, as mesmas recebem baixas doses de ácido acetilsalicílico (AAS) no intuito de prevenir seu aparecimento em 60%”, destaca.

Segundo o ginecologista e obstetra, outro ponto importante é que o rastreamento deve ser feito em todas as pacientes, e não apenas naquelas que já tiveram pré-eclâmpsia em uma gestação anterior. “Medidas preventivas como atividade física regular e uma dieta rica em proteínas durante a gestação contribuem para evitar e tratar a doença”, afirma Nunes.

Uma vez instalada, a pré-eclâmpsia aumenta o risco de parto prematuro induzido, já que a retirada da placenta com o nascimento do bebê, tende a baixar a pressão arterial da mãe. Partos prematuros induzidos respondem por 20% das hospitalizações de recém-nascidos para tratamento intensivo neonatal.

Para as mães, as complicações da pré-eclâmpsia são fortemente associadas com o futuro desenvolvimento de doenças debilitadoras como problemas cardiovasculares, diabetes e insuficiência renal.

Hipertensão

No Brasil, aproximadamente 35% da população sofre de hipertensão arterial, segundo dados do Ministério da Saúde, mas metade nem sabe disso. Quem já era hipertensa antes da gravidez deve, junto com o cardiologista e o ginecologista, estudar soluções para controlar o problema durante a gestação.

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