Superlotação da maternidade do Hospital Regional preocupa

O problema é que em determinados horários o hospital de Ibirama não conta com pediatras de plantão

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A maternidade do regional conta com 27 leitos e com a superlotação as gestantes acabam sendo acomodadas em outros setores (Foto: Portal Expresso)

A direção da Fundação de Saúde do Alto Vale do Itajaí, gestora do Hospital Regional de Rio do Sul, vai comunicar aos órgãos competentes a superlotação da maternidade, que desde o começo deste mês registrou 129 nascimentos, média diária de 8,6. De acordo com o diretor-geral, Siefried Hildebrand, o problema vem se agravando porque em determinados horários o Hospital Doutor Waldemiro Colautti, de Ibirama, que pertence ao governo do Estado, não tem pediatra de plantão. Com isso todas as gestantes da região Vale Norte são obrigadas a se deslocar para Rio do Sul. Outro problema é que a UTI Neonatal tem recebido mais bebês que o número teto contratado estipulado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Hildebrand revelou que a situação piorou a partir do dia 7 deste mês em razão da escala de plantão no Centro de Obstetrícia de Ibirama. Diante desta situação em torno de 15% de gestantes daquela região estão sendo atendidas em Rio do Sul. “A culpa não é do seu diretor, Roberto Ferrari, que é nosso parceiro de longa data. Recebemos cópia da escala, informando que em 21 dias do mês, em determinados horários não terá médico pediatra para acompanhar o parto, que é obrigatório pela legislação”.

A maternidade do regional conta com 27 leitos e com a superlotação as gestantes acabam sendo acomodadas em outros setores. “A média diária é de seis partos, mas já chegamos a registrar até 12”. Diante deste quadro, o diretor colocou que a qualidade do atendimento fica comprometida. “A nossa preocupação maior está UTI Neonatal já que somos credenciados pelo SUS para seis leitos e esse número tem sido maior”. O sistema DATASUS não aceita mais o que o estabelecido e diante disso trabalhamos com prejuízo. “Somos também referência em gravidez de alto risco”, complementou.

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