Clóvis Josué de morador de rua a auxiliar de calceteiro (Foto: Mário Dáud)

Clóvis Josué da Souza tem 34 anos. Natural de Ituporanga e residindo em Rio do Sul desde 2011. Na sua trajetória, altos e baixos que acontecem diante das adversidades da vida. Há dois meses Clóvis está num ritmo diferente daquele vivido por quase dois anos. Ele, que já foi uma pessoa em situação de rua, agora trabalha como auxiliar de calceteiro. Ocupação que se tornou realidade ao se inscrever no Programa Emergencial de Auxílio Desemprego (Pead) da Prefeitura de Rio do Sul.

O trabalhador tomou conhecimento do programa social quando era atendido no Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop), por cerca de dois anos. Hoje ele também participa de um grupo de combate ao alcoolismo realizado pelo Centro de Atenção Psicossocial (Caps). Graças ao trabalho – também proporcionado pela Prefeitura – Souza desfruta de condições financeiras para ter uma moradia.

“Agora consegui alugar uma kitnet mobiliada no Bairro Santa Rita. O programa Pead possibilitou que eu saísse da rua. Posso dizer que a realidade em que vivo hoje me dá mais força de vontade para tratar da minha saúde. Na rua eu ficava vulnerável e tinha acesso mais fácil ao álcool”, explica. “O meu novo trabalho tem me ajudado a rever a própria vida. Estou ocupando mais a mente”, emenda.

De acordo com o prefeito José Thomé, muitas pessoas estão em busca de uma oportunidade. “Temos que ter um olhar humanizado e estender a mão a essas pessoas. Abrir o horizonte, oportunizar um recomeço. Com esta postura oferecemos a possibilidade de reconstruir vidas”.

A secretária de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), Danielle Zanella, afirma que, por mês, são atendidos 120 trabalhadores pelo Pead. “Eles atuam em várias frentes da Prefeitura, o que inclui fundações e secretarias. Além disso, são oferecidos cursos de acordo com demanda que vem da própria sociedade. Como é o caso das turmas de pintor, salgadeiro, confeitaria, panificação e inclusão digital, por exemplo”.

Pensar o futuro

O programa dura seis meses e pode ser prorrogado por até um ano. Concluído o prazo, Souza, que tem o Ensino Fundamental completo e não tem filhos, adianta que pretende voltar a estudar, “prestar concurso e ter uma família. No futuro, quero buscar um emprego efetivo. Não tenho preferência, aceito a oportunidade que me for oferecida”. Além de ajudante de calceteiro, já trabalhou como servente e também no plantio e colheita de cebola, em Ituporanga. A vida profissional começou aos 16 anos.

Souza é aluno do curso de inclusão digital, que ocorre na Seades. “Toda terça eu faço aula de informática básica e digitação”, diz o trabalhador. “Aproveito para agradecer a equipe do Centro Pop. Profissionais que me auxiliaram com conselhos e orientações. Foram prestativos sempre que precisei, recebi orientações e auxílio para tomar banho e ter acesso à alimentação e materiais de higiene pessoal”.

O público interessado em se inscrever no Pead deve estar sem emprego há, no mínimo, sete meses. A inscrição pode ser feita via cadastro no site Central de Oportunidades ou no departamento de Recursos Humanos (RH) da Seades. A secretaria está localizada na Rua Verde Vale, 77, Canta Galo. O telefone é (47) 3525-4084. O site para se cadastrar é: https://oportunidades.riodosul.sc.gov.br

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