Os brutos são minoria, mas são barulhentos

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Pesquisa aponta que o direito de portar arma é rejeitado por 72% dos brasileiros

POR FERNANDO BRITO · Tijolaço

Os dados da pesquisa Datafolha divulgados hoje são um alento para quem acredita na capacidade de que a civilização sobreviva aos tempos de brutalidade que estamos atravessando. E que a demagogia homicida esteja, finalmente, perdendo terreno na opinião pública.

Em um parágrafo, o resultado está resumido: “As principais propostas do governo Jair Bolsonaro para a segurança pública, boa parte das quais foi consolidada no pacote anticrime do ministro da Justiça, Sergio Moro, não contam com apoio da população”.

Sim, é isso: a estupidez arrogante pregada por ambos em nome de uma suposta “vontade popular” não tem atrás de si a maioria da população, mesmo depois de anos de “lavagem cerebral” feita pela grande mídia, com seus Ratinhos e Datenas.

Aliás, é mais que isso: nem mesmo o que existia antes tem suporte na maioria dos brasileiros, como a posse de armas, que deve ser proibida para 64%, quase o dobro dos 34% que a admitem como um direito do indivíduo. Posse – e não porte – frise-se, porque o direito de portar uma arma é rejeitado por parcela maior: 72%, contra 26% que acham seguro viver no “Velho Oeste”.

O resultado é o melhor, exceto pelo de 2013, quando o país ainda não vivia os tempos de loucura.

Outro número desponta: 82% recusam a tese de Moro, a de que estar nervoso, por “medo, surpresa ou violenta emoção” deve excluir a responsabilidade criminal em homicídios.

Moro, afinal, deve estar tomado de “surpresa” agora. Ou não, porque desde ontem faz questão de desfilar com subcelebridades que não se importam em dar, mesmo depois do fuzilamento de um pai de família neste final de semana, seu apoio à “licensa para matar”.

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