Massacre em Suzano: Cinco crianças mortas em escola

Foram feitos ao menos trinta disparos de revólver calibre 38

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“Bolsonaro não tem responsabilidade direta pelo infeliz massacre, mas ele deu voz e bandeira e ajudou a naturalizar a ideia de que é a bala que se resolvem problemas.”

Na manhã desta quarta-feira 13, dois homens encapuzados entraram numa escola em Suzano, na Grande São Paulo, e mataram cinco crianças. A Polícia Militar confirmou a identidade dos atiradores: Luiz Henrique de Castro, que completaria 26 anos no próximo sábado, e Guilherme Taucci Monteiro, de 17.

Pouco antes das 15h, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, João Camilo Pires de Campos, confirmou os nomes das vítimas:

Marilena Ferreira Vieira Umezo, coordenadora pedagógica

Eliana Regina de Oliveira Xavier, funcionária da escola

Pablo Henrique Rodrigues, aluno

Cleiton Antonio Ribeiro, aluno

Caio Oliveira, aluno

Samuel Melquíades Silva de Oliveira, aluno

João Vitor Ramos Lemos, aluno

Jorge Antonio de Moraes, comerciante, morto antes da entrada dos alunos na escola

A RecordTV informou, às 12h50, que há a possibilidade de um policial civil, que passava pela escola, ter ouvido os primeiros tiros, entrou e matou os dois atiradores. A informação oficial é que eles se mataram.

A PM já confirmou dez mortes. Destes, ao menos quatro são alunos e morreram no local, assim como dois funcionários da escola. Outros dois adolescentes foram socorridos, mas morreram no hospital. Os dois atiradores também morreram no local.

Foram feitos ao menos trinta disparos de revólver calibre 38. Segundo relatos, os atiradores seriam ex-alunos, expulsos da Escola Estadual Raul Brasil. A PM não confirma essa informação.

Pelo menos 17 pessoas ficaram feridas. O Pronto Socorro Municipal de Suzano recebeu crianças com ferimentos leves. Casos mais graves foram encaminhados ao Hospital das Clínicas de São Paulo, além de hospitais em Mogi das Cruzes e Itaquaquecetuba.

O ataque começou por volta das 9h30. A Polícia Militar encontrou, dentro da escola, uma besta – arma lança-setas – garrafas que aparentam ser coquetéis molotov e uma mala com fios, que pode ser um artefato explosivo. O esquadrão antibombas da PM foi chamado ao local.

Pouco antes dos disparos na escola, a PM foi chamada para atender outra ocorrência na região: os mesmos atiradores dispararam contra o dono de uma concessionária de veículos. O homem seria o tio de um dos rapazes.

Segundo a Polícia Militar, uma viatura seguia para o local do primeiro chamado quando os policiais ouviram os gritos das crianças na escola.

Alunos dizem que ao menos um dos atiradores estava vestido como um personagem do videogame Fortnite – um jogo de tiro – popular entre crianças e adolescentes.

Um estudante de 15 anos afirmou que o ataque ocorreu durante o intervalo e que um dos criminosos tinha uma arma e o outro, uma faca. “Fui para a diretoria e tinha muita gente morta no chão. Eles gritavam, mas eu não entendi o que era”.

Outro aluno disse: “Achamos que era bomba. Mas daí vimos uma pessoa caindo na escada e logo percebemos que eram tiros.”

Uma professora afirmou ao Estadão: “Ouvimos disparos. Estava na sala de aula, na hora do intervalo. Pensei que fossem bombas. Quando eu percebi que eram tiros fiquei lá. Só saí quando os policiais chegaram 20 minutos depois”.

O governador João Doria chegou ao local às 11h50. Ele deixou a região às 12h15, sob gritos de protesto.

A Escola Estadual Raul Brasil, no centro de Suzano, região metropolitana de São Paulo, atende 1.051 alunos da sexta série do ensino fundamental ao terceiro ano do ensino médio.

Fonte: Conversa Afiada


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