PT deve usar texto proposto por Haddad como oposição à Previdência de Bolsonaro

Derrotado nas eleições, mas com maior bancada da câmara dos deputados, o Partido dos Trabalhadores se opõe ao texto proposto pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL) e estuda texto da campanha de Haddad para negociações

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PT deve usar detalhes da Previdência proposta pela campanha de Haddad como forma de oposição ao texto do governo (Divulgação/Ricardo Stuckert)

O Partido dos Trabalhadores (PT) pretende usar a proposta de reforma da Previdência estudada pelo candidato derrotado no segundo turno da última eleição presidencial, Fernando Haddad, como forma de se opor ao texto apresentado pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL) e tentar negociar no Congresso mudanças na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/2019.

Maior bancada da Câmara dos Deputados, com 54 parlamentares na Casa, o PT busca usar essa força como forma de alterar pontos entendidos como problemáticos na proposta de reforma da Previdência apresentada pela equipe econômica de Bolsonaro, chefiada pelo ministro Paulo Guedes, usando para isso o texto apresentado por Haddad durante o período de disputa à Presidência da República.

Segundo a Folha de S.Paulo, a base petista deve defender primeiramente mudanças nos regimes próprios, focando-se nos servidores públicos. O discurso do governo Bolsonaro é pautado pelo corte de privilégios no setor, defendendo a equiparação de regras entre servidores e trabalhadores do setor privado.

O PT deverá reunir seus dirigentes, governadores e parlamentares no próximo dia 14, em Brasília, para seminário focado em entender as mudanças nas regras de aposentadoria propostas pelo governo, detalhes do texto de Haddad e como negociar a construção de uma base oposicionista ao texto original do governo. O entendimento é que simplesmente se opor ao texto proposto não é suficiente, e que pode ser mais efetivo apresentar novas resoluções, usando para isso a reforma pensada pelo candidato do partido à presidência.

Após a apresentação da PEC, lideranças sindicais, movimentos sociais, a militância petista e oposicionistas ao governo de modo geral já convocaram atos contrários à reforma da Previdência, e o PT usa suas redes sociais e site oficial para compilar pontos do texto e mostrar como os brasileiros podem ser afetados e, segundo o partido, “perderão direitos”. Ainda no período eleitoral, Haddad chamou de “nefasta” a reforma apresentada pelo governo do ex-presidente Michel Temer (MDB).

Fonte: iG

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