CNBB condena fake news e defende voto pela democracia

Espera-se no segundo turno um “debate mais amadurecido” e “menos notícias falsas e mais notícias verdadeiras”

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O secretário-geral da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Leonardo Steiner, afirmou em entrevista nesta segunda-feira 8, ao portal UOL que “os padres não podem, pela legislação, defender um ou outro candidato, mas podem falar sobre a importância da preservação da democracia.” O líder católico disse espearar que no segundo turno o debate seja mais amadurecido e com “menos notícias falsas (fake news) e mais notícias verdadeiras”.

As declarações de Dom Leonardo reforçam nota da entidade divulgada há dois dias do primeiro turno da eleição, em que a CNBB reprova o voto em candidatos que pregam a violência e discriminação de mulheres, afrodescendentes, indígenas, pobres e crianças.

Na entrevista desta segunda, Dom Leonardo condenou o ódio. “”Não podemos votar com o coração cheio de ódio, nem pensando que vamos mudar o Brasil de uma hora para outra: não existem salvadores da pátria, mas uma democracia que precisa ser permanentemente construída”, afirmou. “Como cristãos, somos sempre pessoas de esperança, e a pessoa de esperança vai construindo a democracia”.

O secretário-geral da CNBB reforçou que a igreja é a favor da democracia. “O que pedimos é que o eleitor católico observe se os candidatos pregam mais ou menos democracia; se buscam a convivência fraterna com base da educação, no respeito a justiça social, ou não”.

Ao ser perguntado sobre o perfil mais conservador da Câmara dos Deputados e do Senado, Dom Leonardo disse que é preciso aguardar se essa renovação veio “para o bem ou para o mal”. Ele acrescentou que foi cometido um erro: “falamos muito pouco do Senado e das câmaras e não nos concentramos tanto nos candidatos à Presidência”.

Para Dom Leonardo o eleitor deve, assim como organizações da sociedade civil, atuar como fiscalizadores dos que foram eleitos para as casas legislativas e cargos executivos. Ele finalizou criticando as notícias falsas que se proliferaram no primeiro turno e disse esperar no segundo turno um “debate mais amadurecido” e “menos notícias falsas e mais notícias verdadeiras”.

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