Abuso de autoridade – Carteiro é agredido por policial militar da reserva em Rio do Sul

Sindicato da categoria está ajudando na apuração dos fatos

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Foto do carteiro que foi agredido. A pedido a pessoa não será identificada - Foto: Divulgação

No dia 5 de janeiro, próximo ao meio-dia, um trabalhador dos Correios de Rio do Sul foi agredido por um policial militar da reserva (aposentado), no momento em que foi entregar correspondência na residência do policial.

O carteiro pediu apoio do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos e Similares de Santa Catarina (Sintect-SC). Na manhã desta quinta-feira, 11, o trabalhador participou de reunião com o secretário geral do Sintect-SC, Giovani Zoboli, que veio de Florianópolis a Rio do Sul para ajudar no caso.

Uma das providências do carteiro foi de registrar um Termo Circunstanciado (TC), com relato de lesão corporal, junto ao 13° Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Rio do Sul.

O comandante do 13° BPM, tenente-coronel Renato Abreu, disse à reportagem do Jornal Alto Vale (JAV) Online que todo policial na reserva continua sob as leis, normas e diretrizes que regem a Polícia Militar. Ele explicou que o TC vai para o Fórum da Comarca de Rio do Sul, onde a Justiça Criminal instaura inquérito para ouvir as partes e que todas as providências serão tomadas. O TC deve ser encaminhado ao Fórum na próxima semana.

A pedido do carteiro os nomes das partes não serão divulgadas nesta matéria.

O fato

De acordo com o carteiro, no dia 5 de janeiro ele foi entregar correspondência na casa do policial agressor que o abordou de forma estranha e autoritária, prevalecendo-se por ser policial. Quando o trabalhador tentou sair de moto levou um golpe por trás, na altura da nuca. Quase caiu. Parou, saltou da moto e deu uma chave de braço no policial. Os dois rolaram no chão e o carteiro teve ferimento no cotovelo (foto). Teve que se defender.

A reportagem do JAV Online também ouviu outros relatos que podem ser classificados como de abuso de autoridade, vinda de um PM e de uma advogada de Rio do Sul. Em ambos os casos foi sobre cães dessas duas pessoas que estavam soltos na hora que carteiro foi entregar correspondência. O entregador pediu a gentileza de amarrarem os cachorros mas ouviu um não. “Eu não amarro o meu cachorro porque sou advogada. …porque sou policial”. Algo parecido com a famigerada expressão “você sabe com quem está falando?”.

Os Correios suspenderam a entrega de cartas em mais de 80 ruas de Rio do Sul por falta de segurança em relação a cachorros soltos, que ameaçam a integridade física dos carteiros.

Da redação: toda suspeita de violência de abuso de autoridade, pela posição que a pessoa ocupa, pela categoria profissional que a pessoa pertence, ou de qualquer outra natureza, precisa ser apurada para as devidas providências. Não denunciar é omissão e só ajuda a proliferar esse tipo de violência. Também não se deve generalizar, porque os casos de abuso de autoridade são pontuais e não devem manchar a reputação de toda uma categoria de trabalhadores, a exemplo dos policiais militares.

O importante é entender que nenhuma pessoa tem o direito de se achar mais importante que outra. Nem as leis dão esse direito.

Uma comunidade vive em harmonia quando todos cumprem seus deveres e obrigações com respeito e liberdade e tenham seus direitos respeitados.

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