Zona Franca: Ai de ti Rio do Sul

A interrupção do governo atual causará paralisação e mudanças profundas na administração municipal

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Desculpem o plágio! Acontece que o ano se inicia sem perspectiva positiva para o município. Sem luz no fim do túnel, a que foi jogado com as eleições de 2016. Com o prefeito José Eduardo e o vice cassados em primeira instância e com o processo tramitando no Tribunal Regional Eleitoral, com amplas possibilidade de confirmação, o que levaria a novas eleições em Rio do Sul. Apesar de péssimo, a interrupção do governo atual causará paralisação e mudanças profundas na administração. Será a volta ao zero, com um hiato de três meses, quando o município será governado pelo presidente da Câmara, até a eleição do novo chefe e vice do executivo.

As acusações de abuso do poder econômico são graves. As despesas teriam ultrapassado em torno de meio milhão de reais o valor permitido por lei, que era de R$ 200 mil, de acordo com a lei eleitoral. O astronômico Caixa 2, que pesou significativamente no resultado das eleições, teria a participação de conhecido deputado estadual e empresários rio-sulenses. Um “rolo” dos maiores e o pior, o eleito não correspondeu às expectativas dos patrocinadores. Como exemplos podem ser citados o caos no setor de obras, na saúde e até no administrativo, “onde se paga por serviços não realizados”, conforme denunciado pelo vereador Nandu (MDB).

No setor de obras, 2017 encerrou com muitas indagações e fatos a serem esclarecidos, como a contratação de escavadeira hidráulica, operada por funcionários da prefeitura, o que a lei não permite. Quatro ônibus do transporte escolar quebrados, sem perspectivas de conserto, enquanto o dinheiro do setor é canalizado a empresa privada. Prestação de serviços a particulares (cabe aos vereadores fiscalizarem). Horas extras duvidosas, além de outras. São denúncias que circulam, que cabe a municipalidade colocar em pratos limpos, sem meias verdades.

A realidade é que parte considerável da frota do setor de obras está parada por estar quebrada, por falta de pneus, etc. – Acabou o estoque de pneus de R$ 60 mil deixado pela administração Gariba? Embora com as poucas chuvas de verão até agora, são “reis”, os buracos em toda a malha viária municipal.

Se, a possibilidade é de 99,9%, for confirmada a cassação do atual governo, vem a administração James Bombeiro, por três meses. Criatura de Milton Hobus, com pouco conhecimento da máquina municipal. Marinheiro de primeira viagem, na Câmara de Vereadores, serão mais três meses de transição, que serão somados aos meses perdidos com o governo José Eduardo/Paulo Cunha. Como em 2018 é ano eleitoral poderá ser considerado ano perdido aos municípios. Portanto, dois anos perdidos!

Os eleitores foram alertados para a temeridade da eleição de o atual governo, mas trocou o voto por benesses, que certamente os R$ 500 mil de Caixa 2 permitiram comprar e agora toda a comunidade sofre com o (des)governo que se instalou em Rio do Sul.

O único setor que funciona relativamente bem é a Educação. Tenho que tirar o chapéu à Janara, uma “fera” no setor. Apesar das dificuldades, que vem de Brasília passando por Florianópolis, ela tem conseguido movimentar e administrar bem o ensino municipal.

As perspectivas eleitorais

Até o momento três nomes despontam, principalmente no imaginário popular: o retorno do Gariba, que efetuaria correção de rumo, podendo prosseguir com as metas abortadas pelas últimas eleições.

Jean de Liz, que seria a oportunidade do novo, faria governo participativo e distante do atual “modus operandi”.

Jaime Pasqualini, tem fama de trator, com poucas possibilidades de dar certo, por excesso de ousadia e por não se sujeitar a regras.

Esse é o nosso Rio do Sul! Na verdade tem gente se mudando para o litoral e plagiando o poeta Carlos Drummond de Andrade: Ai de ti Rio do Sul! Nunca mais eu volto lá!

Imagem ilustrativa

Pois é: Meirelles candidato das igrejas vigaristas

É atribuída ao Frade Johann Tetzel, um vendedor de indulgências do Vaticano do século XVI, a frase “Tão logo uma moeda na caixa cai, a alma do purgatório sai”, perguntamos, às igrejas vigaristas (existem exceções) que tomaram de assalto o Congresso Nacional – a bancada da bíblia – oferecem o que aos seus financiadores? Uma cadeira no céu? A salvação eterna e ou riquezas nesse mundo?

A bancada evangélica, eleita com o dinheiro suado e abuso da fé do eleitor, se curva a michel termer e seus asseclas, escravizando o povo ao aprovar leis que vão de encontro aos anseios da gente humilde brasileira, dos mais necessitados que morrem por falta de saúde e perecem no submundo da ignorância e do crime por falta de educação, oportunidades…

Esses deputados e senadores se apresentam com homens santos, puros e preocupados com povo sofredor, quando a realidade é outra: reúnem fortunas explorando a fé das pessoas humildes. Nesse barco tenta embarcar o ministro da Fazenda, henrique meirelles, que pretende se candidatar à presidência da república, pelo PSD, com apoio dessas igrejas. Ele, cujo deus é o dinheiro, tem feito campanha em igrejas neopentecostais.

“São os mercadores da fé que, há 2 mil anos, foram tangidos do templo a chicote por um barbudinho radical. E contra os quais se insurgiu, há exato 500 anos, um tal Martinho Lutero, com as 95 Teses que foram a origem do protestantismo.” (De blog da imprensa alternativa)

Imagem ilustrativa

C u r t a s

  • As atividades da prefeitura de Rio do Sul começam com promessas: “Vamos criar um novo programa de medicamentos do idosos” – que ainda estão faltando – anuncia a secretária da Saúde. Quanto as compras, “estamos entrando em contato com os laboratórios”. Vamos ver no que vai dar!
  • Já pelos lados do setor de obras, o ano se encerrou com afirmativa inusitada, para moradora do Bairro Laranjeiras: ‘não vamos molhar sua rua porque vai chover”. E a chuva, se é que vinha, estava lá por Chapecó.
  • Rio do Sul mais bela com flores ficaria belíssima com mais lazer nos bairros, mais oportunidades para os jovens, mais atenção para os idosos, mais valorização aos servidores municipais, mais atenção à saúde dos pobres e assim vai …
  • O vereador Nandu, da bancada do povo, propõe acabar com o foguetório, que enlouquece gente e animais. Fogos, apenas os de efeitos visuais. Grandes cidades do país já têm essa lei.
  • Por falar em enlouquecer, as motos com descargas alteradas ou abertas, perturbam o sossego alheio 24 horas por dia. Vivemos em uma cidade sem fiscalização do trânsito e isso possibilita as barbaridades praticadas.  Um vereador poderia entrar com indicação solicitando policiamento para acabar com o abuso.

Para meditar

“O Brasil, último país a acabar com a escravidão, tem uma perversidade intrínseca na sua herança, que torna a nossa classe dominante enferma de desigualdade, de descaso”. Darcy Ribeiro

Jornalista Luiz Carlos Dacol

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