Zona Franca – Rio do Sul, no setor de obras, tristeza e decepção

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Os últimos acontecimentos que envolvem o funcionalismo público municipal (Rio do Sul) – e suas férias compulsórias – levam-nos necessariamente à uma reflexão sobre o verdadeiro papel do funcionário público municipal numa gestão administrativa.

Diferente da administração pública estadual e federal, nossos funcionários não são valorizados e o que é pior: ganham muito mal pelo que fazem.

Nossa administração é dividida em dois setores básicos: atividades de meio e atividades fim. Seja uma ou outra o certo é que todas elas merecem um mínimo de condições humanas e descentes para desenvolverem seu trabalho e o que vi na última visita que fiz ao setor de Obras é algo que me causou profunda tristeza e decepção, afinal, ninguém naquelas condições teria o mínimo e ânimo para cumprir suas tarefas, mas mesmo assim, o fazem com muito esforço e denodo.

“O futuro prefeito que eleger o funcionário público como seu PARCEIRO no desempenho de atividades importantes para desenvolvimento da cidade, certamente colherá muitos frutos desta empreitada cuja vitória não será apenas de duas mãos, mas de muitas”, Jaime Pasqualini, que no Facebook deu um recado: se houver eleições ele é candidato! Se bem que em outras ocasiões se apresentou, mas na hora do “pega pra capar”, pulou fora! É esperar pra ver. Outro nome na boca do povo é do ex-vice prefeito, Jean de Liz.

Mais educação e justiça social e menos cadeias

Qual o interesse em maltratar e humilhar professores? Invadir universidades? Precarizar o ensino fundamental e médio? Dificultar entrada de crianças e jovens nas escolas? Difundir escola sem partido, com apoio de pastores e deputados vigaristas e fascistas de todas as cores? Seria para transformar o Brasil num país policial, vingativo, com a ditadura dos togados e rentistas?

Com mais educação, a nação terá mais empregos, mais gente consciente dos seus deveres, menos corruptos, mais liberdade.

Hoje, graças às leis aprovadas pela casta de parlamentares que têm cadeiras cativas no Congresso Nacional – quando se aposentam deixam filhos ou outros parentes – por isso forte influência nos novos, só cresce a população carcerária. Atualmente, são mais de 726 mil presos. Esse número seria menor se houvesse outras alternativas: educação, empregos, justiça social no campo e na cidade e que a justiça fosse mais ágil. Há no Brasil cerca de 290 mil presos sem julgamento.

Os presos brasileiros, amontoados em verdadeiras pocilgas, vivem em verdadeira universidade do crime. Quando libertados levam consigo o diploma da discriminação.

E mais uma vez… o nosso supremo tribunal federal, que hoje se escreve em minúsculo, vai apresentar solução para o problema, segundo veiculado pela grande imprensa, analisa a hipótese de abrir as portas das celas para os endinheirados e poderosos condenados duas vezes.

Arremata colunista de renome nacional, num país em que 290 mil cidadãos pobres mofam atrás das grades sem julgamento, a suprema corte cogita rever a regra que prevê a prisão de larápios VIPs, condenados na primeira e na segunda instância.

Para a casta superior, o direito de recorrer em liberdade. Se possível, até a prescrição dos crimes.

Entenda porque iniciamos o comentário falando em EDUCAÇÃO! Um preso custa ao Estado perto de R$ 30 mil por ano; um estudante de ensino médio, nem R$ 2,5 mil anuais. Portanto, 700 mil presos custam 15 milhões de estudantes.

Pois é: A propaganda enganosa da recuperação econômica

De acordo com o presidente da Fundação Perseu Abramo (FPA), o economista e professor Marcio Pochmann, “sobre a saída da recessão econômica prolongada pelo governo temer e sustentada pelo PSDB e outros, percebe-se que há difusão de uma propaganda enganosa com base no desempenho do PIB trimestral que se encontra em rota de importante desaceleração. O primeiro trimestre de 2017 apresentou expansão de 1,3%, decaindo a partir de então, para chegar em 0,1% no terceiro desse ano. Ou seja, não há, infelizmente, indicação consistente de recuperação sustentada da economia nacional. Com enorme ociosidade nos setores produtivos, os investimentos não se reconstituem.

O que há, de fato, é uma ampla torcida por parte do condomínio de interesses que sustenta o governo temer de que o país possa superar os problemas que o próprio governo tem procurado torná-los ainda mais graves para o conjunto da população, especialmente os trabalhadores que seguem sem emprego, quando muito o subemprego, e, cada vez mais, excluídos das políticas sociais”.

Golpe do Golpe

Rejeitado duas vezes pelo povo brasileiro, Temer e Gilmar mendes articularam o parlamentarismo ou o semi-presidencialismo. O presidente eleito será como a rainha da Inglaterra, um enfeite.

Religião sem política séria é um problema

As seitas (igrejas) evangélicas vigaristas avançam na política brasileira. Até uma bancada eles possuem com a intenção de impor uma teocracia americana, aqui. Sentem-se suas ações nas universidades, que pretendem demolir e privatizar. Você viu algum deputado da bancada da “bíblia” tecer algum comentário repudiando as invasões da UFSC e da UFMG? Muito pelo contrário, eles concordam. É mais fácil cobrar seus dízimos de analfabetos! (Existem exceções.)

O Brasil precisa de política educacional, com foco na educação pública, laica, universal e gratuita.

C U R T A S

# temer (escrito com inicial minúscula mesmo) tenta vender tartaruga por lebre. Os dados do IBGE mostram que, na recuperação mais lenta da história, 75% dos empregos criados são informais — sem carteira assinada ou por conta própria — e que o restante foi gerado no setor público. E tem gente que acredita no temer e sua quadrilha!

# Você escuta “O Rio do Sul mais forte”, no rádio – um pau de linguiça de botequim – e se pergunta: Onde será esse mundo, que apresentador e o deputado tanto falam? Logo a seguir, tem choque de realidade com o Programa da Kika, agora conduzido pela excelente profissional Isabel Caetano.

# A administração de Rio do Sul passou, praticamente, 12 meses falando em economia. A reforma administrativa veio para economizar, de acordo com seus mentores, cifras consideráveis. A prefeitura municipal está estagnada, não fosse o socorro da Câmara de Vereadores, paralisada. Por que?

# Muitos rio-sulenses revoltados com o pouco caso das autoridades com os carros e motos com descargas alteradas ou abertas que trafegam livremente pela cidade. Muitos são motoqueiros entregadores de pizzas que infernizam as noites dos cidadãos que precisam de descanso para a labuta do dia seguinte. Pedem um pouquinho de ordem na casa!

Para meditar

“É difícil desenvolver a compreensão desse Brasil, tão inculto, tão controvertido, tão amalucado. Esse Brasil exultante com as ações contra a corrupção e indiferente à ocupação de sua Presidência por uma declarada quadrilha de corruptos”. Jânio de Freitas

Por Luiz Carlos Dacol, jornalista

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