Dois projetos de moda inclusiva do SENAI Alto Vale classificam-se para prêmio

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Estudantes que disputarão o Prêmio Brasil Sul Moda Inclusiva

Estudantes de Rio do Sul disputarão Prêmio Brasil Sul Moda Inclusiva, com desfile no dia 24 de novembro, na capital catarinense

As alunas Sarah Seemann, Bruna Cardoso, Bruna Montagna e Rafaela Tambosi, do curso Confeccionador de Moldes e Roupas, e a estudante do curso Técnico em Modelagem do Vestuário, Suiane Luz Gonçalves, são finalistas do Prêmio Brasil Sul Moda Inclusiva, junto com outros sete projetos dos municípios de Blumenau, Brusque e Florianópolis.

A equipe de Sarah desenvolveu três looks com o tema “Formas Geométricas”. Um deles é um vestido infantil para cadeirante, com abertura nas laterais para facilitar na hora de vestir e recorte nas costas para a transpiração. O outro modelo é uma saia para deficiente auditivo, onde os bolsos servirão para guardar plaquinhas indicativas. O terceiro look é uma calça masculina com abertura na frente para simplificar a troca, com bolsos nas pernas, e possibilidade de soltar o tecido a partir do joelho, transformando a peça em uma bermuda. As meninas se inspiraram em pessoas com deficiências físicas para criar peças funcionais e ao mesmo tempo bonitas. “Foi muito legal desenvolver as roupas pensando no bem-estar deles. As roupas convencionais apertam, incomodam e são difíceis para trocar. Estamos ansiosas e com expectativa a mil para a final”, comentou Sarah.

Os looks criados por Suiane seguem o tema “Espelhos do Mar”. Ela elaborou um vestido para deficientes autidivos, cuja saia é assimétrica e possui uma abertura lateral. Por dentro estampas indicam o que a pessoa necessita, assim como números de telefone e endereço. Um bolero completa o visual, com a frase em Libras “Paz Iemanjá”. O traje acompanha uma vestimenta para cão-guia, que identifica a função do animal e a lei que permite a circulação do mesmo em qualquer ambiente. A segunda peça é um vestido para pessoa com deficiência visual, com sensores de aproximação embutidos nas mangas, que foram desenvolvidos pelo professor do curso de Eletroeletrônica, Rafael Girardi.

“Foi interessante envolver outra área do conhecimento para fazer moda. Os obstáculos não percebidos com a bengala serão detectados pelos sensores, que irão vibrar avisando a pessoa. Esta é a segunda vez que participo do prêmio. No desfile do ano passado vi diferentes tipos de deficiências físicas e isso me incentivou a pesquisar bastante e buscar mais funcionalidades para as roupas”, explicou a Suiane. As mangas do vestido possuem bolsos internos com identificação em Braille para guardar dinheiro. As informações da etiqueta também são em Braille. Suiane desenvolveu ainda outro vestido para deficiente visual, com bolso na saia para colocar a bengala, colete com bolsos embutidos para guardar colírio ou outros objetos e sensores de aproximação nas mangas.

O Prêmio Brasil Sul de Moda Inclusiva foi criado pelo Instituto Social Nação Brasil para gerar debates sobre moda diferenciada e incentivar a criação de soluções em vestuário para pessoas com deficiências. Além dos nove finalistas catarinenses outros 11 projetos do Paraná e Rio Grande do Sul também disputam a competição.

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