Casa Familiar Rural é inaugurada e tem atividades marcadas para agosto

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A Casa Familiar Rural estava pronta desde 2013, fruto de uma parceria entre a prefeitura e o Ministério do Desenvolvimento Agrário

O primeiro curso oferecido na Casa Familiar Rural “Natal Nazari” de Rio do Sul será o de técnico em Agronegócio, uma atividade em parceria entre o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), Sindicato Rural e prefeitura de Rio do Sul. O curso, pioneiro em Santa Catarina, tem 40 inscritos e será aplicado na estrutura que estava fechada há anos na comunidade do Bom Fim, que foi entregue à comunidade no domingo 23.

A Casa Familiar Rural estava pronta desde 2013, fruto de uma parceria entre a prefeitura e o Ministério do Desenvolvimento Agrário, que, à época, custou em torno de R$ 396.915,46. A administração municipal ficará encarregada de custear a manutenção da estrutura e o servidor que dará expediente no local.

Novos cursos serão realizados no local ainda neste semestre, principalmente voltados à capacitação e treinamento de agricultores. O secretário de Infraestrutura, Fábio Alexandrini, destaca as parcerias do Senar, da Epagri, das associações de agricultores e do Sindicato Rural para atividades “Várias parcerias foram construídas para que colocássemos a Casa Familiar Rural em funcionamento. E isso dará muita vitalidade ao setor da agropecuária nos próximos meses”, adiantou Alexandrini.

O local leva o nome de Natal Nazari, agricultor que residiu no Bom Fim desde 1935 até seu falecimento em 2013. Considerado um dos primeiros veterinários da cidade, mesmo analfabeto, ele tinha conhecimento para ajudar os animais de toda a região. Plantava fumo, cebola, feijão, milho, cana e aipim. Criava suínos, vendia leite, cebolas, hortaliças e também vassouras. Era uma liderança da comunidade, muito afeito a prefeitos e vereadores pelas suas iniciativas.

Representando a família Nazari, um dos cinco filhos, Alcides, lembrou das aventuras do pai pela agricultura, ajudando a todos seja no tratamento de animais, preparando “garrafadas” para pessoas doentes e ajudando quem quer que precisasse. “Não havia veterinários em Rio do Sul e ele era acionado em outros locais de Rio do Sul e do Alto Vale. E nunca cobrava por isso”, ressaltou o filho durante as homenagens.

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