Sititev luta contra as reformas trabalhista e da Previdência

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As reformas vão tirar direitos dos trabalhadores, para concentrar cada vez mais a renda na mão de poucos

Na semana em que é lembrado o Dia do Trabalho, a direção do Sititev reafirma a resistência contra as reformas trabalhista e da Previdência. O sindicato integrou o Fórum de Entidades que promoveu a Greve Geral, no dia 28 de abril, em Rio do Sul e para a presidente Zeli da Silva, a luta deve continuar.  “Querem que o trabalhador acredite que o sacrifício das leis que o protegem são necessárias para a geração de novos empregos, mas não é verdade, o real objetivo é o lucro”, defende a presidente do Sititev.

Zeli avalia que a mobilização, que reuniu cerca de 400 pessoas em Rio do Sul, serve para fazer valer a voz dos trabalhadores, já que não foi dado a eles o poder de colaborar na construção das reformas. “Sabemos que 85% do Congresso Nacional representa somente a classe empresarial, e são os interesses deles que estão sendo defendidos. As reformas vão tirar direitos dos trabalhadores, para concentrar cada vez mais a renda na mão de poucos. Elas representam um dano social, e as justificativas são discutíveis”, avalia.

Os sindicatos lutam também para se manterem ativos, já que na reforma consta o fim da contribuição sindical. “O fim da contribuição sindical, vai devolver ao trabalhador a porcentagem descontada para a manutenção das entidades de classe, mas aí eu pergunto, vocês acreditam mesmo que é esta a preocupação de quem aprovou estas reformas? Não, o que eles querem é que o trabalhador não tenha mais quem defenda seus interesses, que o trabalhador fique completamente desamparado”, alerta Zeli.

Justificativas falhas

Modernização

O sindicato defende que não há nada de moderno em reduzir custos de produção, à custa dos trabalhadores, para ampliar as margens de lucro. Para Zeli, será um retrocesso.

Geração de empregos

A Espanha foi um dos países que mais “flexibilizou” suas leis trabalhistas nas últimas décadas. O reflexo foi um dos mais altos índices de desemprego da Europa (26,8%), além da taxa de 34% de contratação temporária (trabalhadores que trabalham mais, ganham menos e não contam com nenhuma proteção). No Brasil, os terceirizados trabalham mais (3 horas por semana), ganham menos (em média 24,7%) e permanecem metade do tempo no emprego (alta rotatividade) e a lei da terceirização irrestrita vai agravar ainda mais este quadro.

Cobrir o rombo da Previdência

O movimento contrário às reformas ressalta que o rombo poderia ser revertido, caso as 32 mil empresas, que devem R$ 426 bilhões à Previdência, fossem obrigadas a pagar o que devem. Ou ainda, se fossem reduzidas as desonerações tributárias que retiraram, somente em 2015, R$ 170 bilhões da seguridade social.

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