Passando a limpo

A greve

As mentiras do governo temer

Primeiro o denunciado ministro da justiça Osmar Serraglio, deputado do Paraná: “Não há nem direito o que avaliar. Há uma tranquilidade no país. Houve o chamado para uma ‘greve geral’, que é uma coisa para impressionar, mas foi um movimento pífio. Está tudo funcionando, os serviços, a indústria. Se houver um impacto vai ser um tiro no pé. Não creio que esse nível de movimento vá impressionar os parlamentares”.

A resposta

O presidente da CUT, Vagner Freitas, respondeu numa entrevista à CartaCapital, não sem antes lembrar o papel de Serraglio na Operação Carne Fraca, que registrou uma gravação na qual o agora ministro da Justiça chama um dos fiscais acusados de corrupção de “grande chefe”. “Baderneiro é você, Serraglio, que deveria estar na cadeia por corrupção”.

Os movimentos, entretanto, não se surpreendem nem se incomodam com o que consideram uma desfaçatez. O objetivo da greve geral em nenhum momento foi convocar multidões às ruas. “A população atendeu aos apelos das centrais e ficou em casa. Foi como a canção do Raul Seixas, O Dia em que a Terra Parou. Podemos dizer com tranquilidade que São Paulo parou. E o Brasil todo foi sacudido pela greve geral”, afirmou Raimundo Bonfim, coordenador da Frente Brasil Popular. O presidente da CTB endossou: “O Brasil cantou Raul”. (Brasil Atual)

A nota de temer

O presidente Michel Temer (PMDB) divulgou nota oficial na noite desta sexta-feira 28, comentando as manifestações ocorridas durante todo o dia. O texto não cita nenhuma vez a greve geral convocada por centrais sindicais em protesto pelas reformas trabalhistas e previdenciária.

“Infelizmente, pequenos grupos bloquearam rodovias e avenidas para impedir o direito de ir e vir do cidadão, que acabou impossibilitado de chegar ao seu local de trabalho ou de transitar livremente”, diz a nota assinada por temer.

A Realidade

Uol/Folha – Pode-se ser favorável às reformas e, eventualmente, simpático ao governo, mas é necessário admitir o óbvio: nesta sexta-feira, o país parou. Por meio de sindicatos, os contrários às reformas acionaram os mecanismos que controlam e fizeram a paralisação que, de fato, teve feitio de Greve — que, se não foi Geral, tampouco foi localizada. Não há eufemismo possível: o país parou e mandou um recado claro: mudar o status quo não vai ser tão simples quanto o governo e o mercado querem crer.

Por exemplo…  em todo o país, bispos da Igreja Católica (CNBB) deram apoio; outras categorias também pararam. /Blog do Carlos Melo, do insuspeito UOL.

A mídia Internacional Enquanto a mídia nacional tentou esconder ou minimizar a greve geral contra as reformas previdenciária e trabalhista que deixou o país em letargia nesta sexta-feira 28, a mídia internacional deu destaque ao movimento que ganhou as ruas do país; jornais como El País, Clarín, BBC, The Wall Street Journal e Deusth Welle destacaram a paralisação em suas páginas na internet; “Os sindicatos decidiram desafiar (o presidente Michel Temer) nas ruas e nesta sexta-feira o submetem a uma prova de fogo com a convocação de uma greve geral que encontrou apoio inesperado além das tradicionais alas da esquerda”, diz o espanhol El País; “Em São Paulo – maior cidade do país – a maioria dos ônibus e das linhas de trem e metrô não estão operando. Poucas pessoas estão nas ruas e a sensação é que de hoje é feriado”, destaca a BBC.

 

Desemprego

Temer, a mentira

O presidente da República, Michel Temer, voltou a defender a reforma trabalhista, aprovada nesta semana na Câmara dos Deputados. “Vai dar maior segurança jurídica para o empregador e o empregado. Estamos fazendo isso para reformar o Brasil e gerar emprego”, disse em entrevista ao “Programa do Ratinho”, do SBT, gravada durante a semana e veiculada na noite desta sexta-feira 28.

 

Brasil do trabalhador, a verdade

O IBGE divulgou os números do desemprego, que voltou a subir.

Foi a maior taxa de desocupação da série histórica da pesquisa, iniciada no primeiro trimestre de em 2012.

Segundo o Instituto, o número de pessoas desocupadas chegou a 14,2 milhões, recorde da série histórica. O aumento desta legião de desempregados foi de 14,9% (mais 1,8 milhão de pessoas) frente ao trimestre anterior e 27,8% (mais 3,1 milhões de pessoas em busca de trabalho) em relação ao mesmo trimestre de 2016.

Já o número de pessoas trabalhando, diz o IBGE, “recuou em relação ao trimestre anterior (-1,5%, ou menos 1,3 milhão de pessoas) e também em relação ao mesmo trimestre de 2016

(-1,9%, ou menos 1,7 milhão de pessoas). Esse foi o menor contingente de pessoas ocupadas desde o trimestre fevereiro / abril de 2012”.

… “no hospício em que o golpe transformou o Brasil, 7 milhões de pessoas perderam o emprego em dois anos, o rombo fiscal disparou e instalou-se no governo um governo com oito ministros investigados no STF; além disso: 92% são contra as reformas Temer-Globo e veem o Brasil no rumo errado. (Brasil 247)

 

O representante local no legislativo – a raposa cuidando do galinheiro.

O representante rio-sulense na Assembleia Legislativa, deputado-empresário Milton Hobus, em seu programa em rádio local, defendeu as reformas do (des)governo temer, rejeitada por 92% dos brasileiros, segundo pesquisa Ipsos, e com aprovação de governo de apenas 4% dos brasileiros.

A realidade

O que dizer? O deputado Milton, como a maioria da elite brasileira, apostam que para sair da crise, é necessário o empobrecimento da maioria em benefício da minoria… Todas as medidas anunciadas até agora para superar o momento de crise desencadeada por Aécio Neves e Eduardo Cunha, abraçada por temer e seus seguidores, atingem apenas os trabalhadores, as classes mais pobres… Favorece-se a banca, os rentistas, os mais ricos, a minoria, enquanto vai ao sacrifício, o mais pobre, o que produz. Ele que tem que pagar a conta dos salários e aposentadorias milionárias. Tiram da fatia já pequena do trabalhador para aumentar o bolo da outra ponta, os ricos.

O que dizem os juízes…

Magistrados e promotores participaram nesta sexta-feira 28, do ato público, no Foro Trabalhista de Belo Horizonte:

O presidente da Amagis, desembargador Maurício Soares ressaltou a importância deste ato contra projetos e reformas que afetam não só a magistratura e aos membros do Ministério Público, mas toda a sociedade, e de que todos tem de esclarecerem para a sociedade o quanto estas medidas as afetam e buscando um convencimento aos parlamentares.

O juiz Glauco Becho, presidente Amatra III, disse do absurdo que são as reformas trabalhistas e previdenciárias, e dos efeitos que elas irão gerar tanto para os juízes do trabalho, mas a mais afetada será a sociedade.

O juiz federal André Prado de Vasconcelos, vice-presidente da 1ª região da Ajufe, também destacou que é importante uma luta no campo da informação, combatendo as propagandas que defendem estas medidas.

A procuradora Adriana Augusta de Moura Souza, do Ministério Público do Trabalho, também afirmou que é um dever fazer um debate honesto com a sociedade e disse de sua preocupação com a Justiça do Trabalho e principalmente com o trabalhador, que desta forma não conseguirá ter acesso à seus direitos, com esta reforma.

Na realidade, está é a opinião de mais de 90% de juízes e promotores da Justiça do Trabalho, em todo o Brasil.

Afinal: Onde andam os direitos do povo brasileiro garantidos pela Constituição Federal. Onde estão os guardiões da CF, os juízes do Supremo Tribunal Federal? Onde está a Justiça com J maiúsculo. Em Curitiba?

28 de abril, o despertar do POVO BRASILEIRO.

 

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