Lute agora ou trabalhe até morrer

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Entidades rio-sulenses aderem à Greve Geral contra as propostas de reformas trabalhista, previdenciária e a lei de terceirização irrestrita

Com o lema “Lute agora ou trabalhe até morrer”, movimentos sindicais, sociais e estudantes do Alto Vale do Itajaí se unem nesta sexta-feira, 28 de abril, a Greve Geral. O evento, que terá manifestações em todo o país, é contra as propostas de reformas trabalhista, previdenciária e a lei de terceirização irrestrita.

Os organizadores entendem que estas propostas vão fragilizar os direitos da classe trabalhadora. “O fim das leis trabalhistas como conhecemos hoje será um retrocesso que colocará em risco toda a população brasileira. Os brasileiros vão trabalhar mais para ganhar menos, sem a garantia de que poderão se aposentar”, avalia a presidente do Sititev, Zeli da Silva.

A mobilização inicia às 13h30, no auditório do Sindicato dos Metalúrgicos, com o Seminário que vai contar com a presença do economista Daniel Corrêa da Silva, que falará sobre Auditoria Cidadã da Dívida Pública e da líder sindical Neide Furlan, que falará sobre as reformas da Previdência e trabalhista e a precarização do trabalho com a terceirização. Na sequência será feita uma passeata até a Praça Ermembergo Pellizzetti. “Precisamos conscientizar toda a população, não é só a classe trabalhadora que vai sofrer se estas medidas forem colocadas em prática, a redução do poder de compra do trabalhador e a incerteza do futuro, irá afetar toda a economia do país e refletir na classe empresarial”, destaca Zeli.

A presidente do Sititev faz um convite especial para os estudantes, porque acredita que eles serão muito prejudicados. “Os jovens estão com o futuro ameaçado, a terceirização irrestrita, por exemplo, é um risco econômico e à saúde dos trabalhadores. Dados do Dieese comprovam um maior número de adoecimento e mortes entre os terceirizados, uma rotatividade maior, que eles ganham menos e trabalham mais horas do que o trabalhador com carteira assinada. Se quiserem se aposentar com o valor integral, os que já têm 16 anos, já deveriam estar trabalhando com carteira assinada e contribuir por 49 anos. A força dos jovens foi determinante para grandes revoluções e esperamos que abracem mais esta causa”, diz Zeli.

O evento é uma realização do Sindicato dos Trabalhadores têxteis (Sititev), Sindicato dos Eletricitários, Sindicato dos Metalúrgicos, Sindicato dos Bancários, Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rio do Sul (Sinspurs), Servidores Federais do IFC, do INSS, Correios, Sindicatos de Servidores Estaduais da Casan, SINTE, Sindicatos da Agricultura Familiar do Alto Vale e da Região de Alfredo Wagner (Sintrafs), Sindicatos dos Trabalhadores Rurais (STRs) do Alto Vale, movimentos estudantis, sociais e populares.

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