Deputado defende Estado forte e disse que o problema do Brasil não é o trabalhador

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Não ter lei trabalhista, não ter regras claras entre patrão e empregado, é o mesmo que entrar num jogo de futebol onde vale tudo

O problema do Brasil não é o custo do emprego, ou do trabalhador e que isso foi mostrado ao mundo pelos governos do PT, que criaram um grande programa de redistribuição de renda no Brasil, onde todos ganharam, especialmente os empresários, ressaltou o deputado Dirceu Dresch, no plenário da Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira 12. “Porque o poder aquisitivo melhorou. A sociedade compreendeu que é possível criar no Brasil um grande mercado consumidor”, disse.

Dresch lembrou que o ex-presidente FHC dizia que aumentar o salário mínimo em R$ 5,00 ia quebrar a Previdência e as empresas, mas depois veio o ex-presidente Lula e aumentou o salário e “quanto mais aumentava, mais a economia movimentava, as indústrias produziam e as lojas vendiam”. Segundo ele, se o povo não consome há o risco de deflação. “A roda do sistema capitalismo não gira e não se sustenta. Este é o grande debate que o Brasil precisa fazer. Se queremos um estado como o Paraguai, que cobra pouco imposto, mas não tem estado, ou como os EUA que não tem SUS, nem previdência pública?”

Para Dresch, não ter lei trabalhista, não ter regras claras entre patrão e empregado, é o mesmo que entrar num jogo de futebol onde vale tudo. “Os trabalhadores lutaram por mais de 100 anos para ter regras. É injusto colocar um grande capitalista contra um trabalhador. Dá para mexer em alguma coisa, sim, mas não destruir toda uma legislação como estão querendo fazer. Isso não dá certo, não deu certo nos países que passaram pelo processo de terceirização”, afirmou.

Segundo o deputado, o PT sempre defendeu um Estado forte, interventor, que utiliza os bancos públicos para construir estratégias de crescimento, como ocorreu durante os governos do PT. “A Caixa Econômica transformou-se em um grande instrumento do setor imobiliário. Em 2002 financiava R$ 5 bilhões e quando tiraram a presidente Dilma o governo estava financiando mais de R$ 200 bilhões em casas populares do Minha Casa Minha Vida. Assim como o Banco do Brasil financiou agricultores familiares, aumentando a produção agrícola e o BNDES financiou obras, investimentos e empresas”, defendeu.

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